Tempo

by - 10:46

Parece que está sendo tudo sobre você. Parece que a lição está vindo de você. Sim, você, caro Tempo.
Você que vem e me testa. Você que vem e me mata. Você que vem e me arrebata. Você que vem e me maltrata.
Na dor de não entender todos os seus mecanismos, você me obriga a confiar no escuro. Você me ensina que existe você em tudo e para tudo nesse mundo. 
Você dá o tom das estações, você dá a voz à paciência, você anuncia a mudança e é você também que me ensina sobre os mistérios de Deus e dos eus que fui e posso vir a ser.

Imprevisível. Tentar prever o invisível.
E eu nem sei se você é real.

Será que você só existe no Agora? 
Será que a vida cabe em hora?
Será que é uma desculpa acreditar na tua escassez?
Será que você traz consigo todos os tempos de uma vez? 
Passado e futuro no presente. 
Será que você pode confundir minha mente?

Não sei.
Quando se trata de você, realmente não se sabe. 
Tu és relativo, não é mesmo? 
Tu és eternamente nunca o mesmo.

Pelo jeito,
O inverno acabou. 
A primavera sorriu e chorou, 
Dançando na aurora de um novo novo de novo.

Se é tempo de morrer. Eu aceito.
Se é tempo de mudar de pele. Eu aceito.
Se é tempo de deixar ir. Eu aceito.
Se é tempo de se ver florir. Eu aceito.

Talvez teu sagrado se esconda no respeito pelo momento.
E nesse tempo,
Eu me rendo
À ti.


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