Crenças e suas sentenças

by - 16:35


Lua cheia em sagitário essa semana serviu para iluminar muita coisa da sombra que precisava ser transformada, dissipada, curada. Principalmente as crenças e padrões de comportamento enraizados na mente. Sagitário é um signo que se aventura pelo desconhecido com a curiosidade genuína de uma criança que quer descobrir o mundo, interno e externo. Ele traz o riso e a leveza para que o processo de cura seja libertador.
Pois bem.
Como foi essa semana pra mim?
Lembro de ir para terapia na terça-feira e eu senti que foi a sessão em que mais dei risada. Sentia que eu estava diferente. Pela primeira vez, talvez, eu me vi diferente. Paciente. Entregue. Leve.
Mas como tudo na vida é um par de opostos, ao mesmo tempo que sentia tudo isso, também sentia que algo precisava ser pesado. Sentia uma certa urgência em estar fazendo mais do que eu conseguiria fazer. Totalmente o contrário da paciência, da entrega e da leveza. Engraçado né? A gente experiencia paradoxos o tempo todo. Faz parte do processo de cura reconhecermos essas dualidades.
Enfim... no feriado de quinta, a Aileen veio na Casa da Lua, uma alminha alienígena linda, amiga da Laura. Conversamos bastante sobre relacionamentos, jogo das perguntas, e por fim resolvemos meditar juntas. Mais uma vez o triângulo se estabeleceu! (No domingo, tínhamos feito o triângulo com a bruxinha da Mari, veja o post aqui). Estamos recebendo muitas presenças femininas fortíssimas na Casa da Lua e sentimos que aqui está realmente se abrindo um portal para muita informação de luz chegar. Nessa meditação com elas, a energia circulava por nós de forma muito impressionante. Nós sentimos que fomos para muitos lugares. Eu comecei a receber a presença da minha mentora pleiadiana, que agora está cada dia mais próxima de mim, e me veio muita vontade de rir, gargalhar. A alegria de estar na Presença do aqui-agora. Esse riso se espalhou para elas e todas rimos, preenchidas de amor. Sentia a energia fluindo em mim e entrando pelo pulso das duas. A Laura me ajudou e começou a se expressar, sentia que estávamos trabalhando em conjunto nessa energia da Terra e do Céu. Eu via tanta luz e aquilo era tão maravilhoso que eu só conseguia rir e me permitir sentir essa entrega. Em certo momento, me vi completamente instrumento e as mensagens foram saindo de mim. "A gente acha engraçado".
Essa frase vinha muito. Os seres de luz que nos acompanham acham engraçado quando por exemplo nós temos vergonha de sermos quem somos. Não faz sentido nenhum. É para isso que todo ser vive: para ser! Eles também acham engraçado como nós nos negamos tanto a ver que somos amor. Nós temos a oportunidade de que cada segundo que nos é dado como presente possa ser uma expressão de amor, mas continuamos escolhendo o sofrimento. Tinha mais tantas coisas que eles acham engraçado em nós, mas eles também disseram que aprendem muito com a gente. Os nossos aprendizados também são aprendizados para eles, assim como experimentando o ego nós ensinamos sobre o seu funcionamento. A nossa conexão, ou desconexão, com o nosso planeta também os ensina sobre o funcionamento holístico das coisas. Mas juntamente com eles nós temos tanto a aprender sobre o espírito, sobre a expansão do cardíaco, sobre a cura que vem do centro, sobre dimensões superiores e sobre liberdade! 
E esse foi o fluxo de informações que nos veio naquela noite. 
Uma sensação que era sentida do corpo físico ao astral, de que essa energia espiritual é real, é forte, é poderosa e se manifesta aqui-agora! Não tem como duvidar de uma coisa que faz com que todas as suas células vibrem. 
Nós somos anjos! 
Nós somos luz à serviço do Amor! 
Colocamos a mão direita no coração de quem estava à nossa esquerda e a nossa mão esquerda por cima. Conexão com o coração estabelecida. Até que a Aileen, quem estava com a mão no meu coração, começou a ser usada para me entregar uma mensagem que acertou direto no fundo da minha alma. "Esse coração de passarinho que bate rápido, que tem medo de ser abandonado, você não está sozinha, nem nunca esteve. Acalma esse coração e veja como você sempre esteve acompanhada de muita luz. Ô passarinho..."
Na hora que eu ouvi aquilo, meu rosto queimou, um fogo pareceu me consumir por dentro. Parecia Deus falando comigo. E sinto que foi mesmo. Ela nem lembra do que falou pra mim. 
Aquilo ressoou e trouxe tanta coisa a tona mais uma vez. Primeiro que o pássaro é o símbolo que sempre aparece pra mim, e diz da minha origem pleiadiana também. Além disso, esse era o sentimento que eu mais experimentei na infância: solidão. Mas hoje vejo que foi completamente necessário para me tornar quem sou hoje. Porém, o sentimento é tão enraizado que vira e mexe volta para ser um pouco mais curado. 
Engraçado também o fato de que muitas pessoas ao meu redor compartilharam histórias de como Deus se manifestou através de pessoas e mensagens para elas nessa semana. Vi muitas pessoas em crises antigas redescobrindo mais uma vez a força de suas conexões com o Eu Superior. Esse símbolo veio se mostrando para mim até que chegou até mim. 
Hoje, sábado, acordei com um certo estranhamento. O dia parecia estranho. Tirei as cartas do tarô do Osho pra mim e enquanto as virava, muitas cenas foram se passando na minha cabeça. Me vi confusa. E decidi olhar pra essa confusão. Fui meditar com a Laura que me ajudou e trabalhou comigo. Sentia as mãos dela nos meus pés mesmo quando elas não estavam mais lá... Os pés são a segurança. E foi aí que começou uma chuva de insights e a identificação de uma crença muito profunda.
Vi que por essa sensação de abandono na infância fui me colocando numa posição de vítima e que eu esperava ser julgada o tempo todo. Quando o julgamento não aparecia externamente, minha mente dava um jeito de que eu mesma me julgasse. Sinto que só era vista quando era julgada como a menina que precisava tirar notas boas, a menina que não dava trabalho para ninguém, a menina que não podia procurar ajuda em casa, a menina que tem uma família desorganizada, a menina que era zoada na escola e julgada por primeiras impressões em cada mudança, a menina que foi expulsa de casa, a menina que se rebelou, a menina que é estranha., a menina que não deveria ter nascido... Era através do julgamento do outro que eu achava que me reconhecia. E nisso, quando finalmente eu consegui me desgrudar minimamente do ambiente que me julgava, minha mente continuou a repetir esse padrão e buscava procurar o julgamento. No fim, quem procura: acha. Sempre me sentia sendo julgada de alguma forma, principalmente pelos meus pais. Eles nem devem imaginar como me sinto em relação à eles... Mas do fundo do meu coração, a nossa relação me dói. Eu me pego muitas vezes imaginando uma relação onde eu me sentisse mais amada, ou que a gente fosse mais próximo, mas sempre acabo me isolando porque o sentimento de julgamento é maior do que tudo. Sinto que eles iriam julgar quem eu realmente sou porque eles não fazem ideia de quem eu sou de verdade. Sinto que o meu propósito será julgado, sinto que não terei apoio, sinto esse abandono afetivo. Sinto que criaram uma imagem de mim tão distorcida, tão embaçada, e isso me machucou muito no passado. E essa nem é mais minha realidade. Mas quanto mais eu vou fazendo cair essas expectativas, mais fácil vai ficando. A nossa relação não tem que ser como eu imagino. Ela é como é. As coisas são como são. E ponto. Claro que tudo pode mudar, mas o olhar para o presente, no aqui-agora, me faz me desprender do passado e me desapegar do futuro. E nisso vem mais uma crença... eu não preciso depender de ninguém. Não dependo dos meus pais para ser feliz, não dependo de um relacionamento, não dependo de como as pessoas vão me ver. Eu dependo de mim. Eu faço da minha vida o que eu escolher dela. E para escolher, eu não quero mais me julgar. Eu não quero me sabotar por medo de ser julgada. Eu não aguento mais me julgar!
Nessa hora eu me abri por inteira. 
DEUS, LEVA DE MIM ESSE JULGAMENTO! TERRA, CARREGA DE MIM ESSE SENTIMENTO! 
Eu me desfaço de mim. Eu não quero que sobre nada. 
Me senti dissipando...
Eu tava entregue à cura.
E foi aí, despida de mim e das minhas inseguranças, que me vi preenchida mais uma vez de presença, de amor, de Deus. "EU SOU O QUE EU SOU". Não há julgamento! Simplesmente é. 
Sou. Soul. O mesmo som.
Um ensinamento veio: a compreensão é o oposto do julgamento.
Compreenda algo, alguém, e o julgamento se vai.
Compreenda a si mesmo, as raízes desse julgamento, e então ele se esvai.
Quando acabamos a meditação, a Laura tava com um incômodo no estômago, então era minha vez de trabalhar com ela. Foi eu colocar minha mão e ela "eu me julgo demais" e eu fiquei "SIM! MEU DEUS! Esse foi meu processo, vou te ajudar com o que acabei de aprender!"
Quando terminamos, as duas foram criar. Algo foi desbloqueado e a criatividade, a energia de vida, voltou a fluir em nós!
Para finalizar, agradeço a Deus que sempre se fez presente, agradeço aos meus pais pelos ensinamentos, agradeço pelas crises e suas oportunidades, agradeço pelos obstáculos e pela força que descobri em mim. 
Eu sou isso. E vim pra fazer algo novo. O novo geralmente é julgado, mas dessa vez ele será integrado. Nós somos a mudança!
Sejamos essência. Sejamos amor.




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