Mais um dia, mais uma lição

by - 13:38



O interessante da vida nesse processo de se entregar é confiar de olhos fechados na energia do imprevisível. Sempre digo que a imprevisibilidade é só uma palavra que inventamos para refletir o que não conseguimos acessar da energia divina. Até porque a Não-mente é infinitamente criativa e a nossa mente é muito limitada para compreendê-la por inteiro. Nós viemos dessa fonte, dessa inteligência, dessa consciência. E nela há mistério. Ela comporta o desconhecido. 
Coitado do ego, tem tanto medo do que desconhece...
Coitado do ego que acha que controla alguma coisa.
Cria milhões de cenários na cabeça, cria um monte de expectativa, se agarra nelas e se frusta por não ter sido assim.
Mas e quando o ego desapega?
Mas e quando o ego se submete à algo maior?
Mas e quando o ego confia no fluxo do desconhecido?
Tudo vira lição.
O que vêm a acontecer é um símbolo para ser aprendido, compreendido, integrado.
Você não está sendo vítima das circunstâncias, não existe também um culpado. 
As coisas simplesmente são como são.
E o ego se torna esse observador, se alia a consciência de estar presente no aqui-agora.
É difícil. Mas vai se tornando mais rápido. Você vai identificando as artimanhas do ego mais rápido. Você vai aprendendo a escutar a voz por trás do ego. 
É a voz do seu coração. 
Meu último texto falava de uma expectativa, uma coisa que mesmo no concreto (passagem comprada com hora e data, e ele já estava no aeroporto) com tudo pra dar certo, deu errado. Mas ta aí minha mente interferindo mais uma vez. Por que tenho que julgar entre certo e errado? 
Num primeiro momento, nós dois ficamos pasmos. Não esperávamos mesmo por isso. E a gente realmente estava de coração aberto pra seja lá o que viesse a acontecer. Mas a nossa única expectativa foi quebrada. 
A primeira lição.
Tudo acontece no tempo certo.
Não tinha outra forma. Tivemos que adiar a viagem. 
E não vamos desistir de nos conhecermos.
Segunda lição.
O amor ensina sobre a paciência. Sobre os ciclos da natureza. Sobre o tempo que cada coisa tem pra crescer. 
O fluxo natural da vida exige de nós a espera. A espera no amor. E não pelo amor, porque o amor não vem até nós, ele já é o que somos. Esperamos em nós mesmos pacientemente pelos desenrolares da vida e o florescer das nossas sementes.
Terceira lição
Não se perde no amor.
No amor nada falta.
Tudo é símbolo, mensagem.
Quarta lição
Isso tudo tem a ver com o resgate da energia feminina em nós. Quebrando várias unilateralidades do masculino como o querer controlar, julgar, racionalizar tudo. E trazendo a sabedoria dos ciclos, do mistério, da síntese e do acolhimento.
Meu dia continuou... Eu, a Laura (@mistica.mente) e a Mari (@maricaldini) inconscientemente fizemos um triângulo, com as gatinhas dormindo no meio hahah e começamos a falar sobre o amor. A energia corria no meu corpo acelerada. Decidimos meditar e foi lindo! Cada uma contribuindo com sua luz para a rede coletiva. Vieram tantos insights, soluções amorosos para crises, ideias criativas e visualizações de um futuro iluminado. Nós estávamos ajudando a gerar essa energia. A nossa força, união e intuição aliadas para servir ao Amor, como filhas de Gaia, honrando nossa existência e nosso planeta. Até porque não existe o "eu" e o "outro" e sim o "nós". Se transformamos a nós mesmos, estamos contribuindo para a transformação da humanidade, uma unidade.
Quando paramos essa nossa conversa/troca maravilhosa, a Mari vira e fala algo do tipo: "vocês viram o tanto de mulheres que estavam com a gente? Várias bruxas meio nuas, com os cabelos negros, todas trocando muito amor com a gente." COISA MAIS LINDA! A energia do sagrado feminino nos inspirando, sabedoria ancestral sendo resgatada, a Deusa do Uno!
Eu não tive essa visão, mas nos vi árvores. Vi cada pessoa como uma árvore. E se cada pessoa tivesse uma árvore? E se nós tivéssemos que cuidar dessa árvore enquanto vivemos? O quanto nós aprenderíamos com essa forma de vida? Vi nossas raízes, se estendendo por debaixo da Terra para se suportar em Pachamama. A Grande Mãe que nos sustenta. Vi o esforço da semente e todo seu potencial. Ela não faz ideia da árvore que virá a ser. Do seu tamanho, da sua proporção, da sua importância. Mas ela luta pra crescer, pra romper a escuridão e buscar a luz. Cada vez mais alto, em direção ao céu. 
E Laura já havia começado o dia com uma projeção onde se encontrou com uma bruxa muito sábia que estava curando o seu ego, e chegou a se sentir enterrada na Terra de uma forma acolhedora, como se estivesse num útero. Tudo alinhando-se.
Nós ali, reunidas meditando e compartilhando essa conexão.
Foi mágico.

Saímos para comer um hamburguerzinho vegetariano e na volta ainda fiz um T.R.E.E na Laura. Lá estava eu trabalhando mais uma vez à serviço do amor, porque é isso que eu faço e é isso que eu amo. A xamã da Laus veio e eu ali só doando amor, foi lindo demais, me senti como uma mãe orgulhosa vendo o processo dela.
É isso.
As coisas acontecem de um jeito imprevisível mesmo. E nada tá parado. A vida segue nesse fluxo e basta confiar. O amor me guia, a essência se entrega.
Eu confio no tecer da teia da Grande Mãe. Eu confio no poder da Kundalini.
Por fim, um dia louco e cheio de aprendizado;
Como todos são.
A consciência faz nossas frustrações serem sopros passageiros de um ego que ainda está aprendendo a confiar.
Que nós possamos aprender a transcender a dualidade, suportando que os opostos coexistam. Luz e sombra juntos, o conhecido e o desconhecido, a matéria e o espírito, a ordem e o caos. Que nós possamos aceitar a vida como ela é em suas contradições. E nas suas surpresas.

- Evy B








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