Minha viagem ao Peru - 3

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Olá amadxs serzinhos de luz,

Continuando a sequência de posts sobre a viagem maravilhosa que fiz ao Peru (você pode ver os outros posts aqui: post 1 post 2), neste dia nós fomos andando até uma cachoeira próxima ao lugar onde estávamos no Vale Sagrado Inca. Cada detalhe da paisagem era inspirador, cada criação de Pachamama, cada cor, cada vida, era devidamente contemplada com olhos de amor.
Os cachorros também foram nos guiando pelas trilhazinhas, e eu, claro, fiz amizade com eles...







 Ao chegar à cachoeira, o frio, as gotículas de água no rosto, o cheiro, a força e impermanência da água, tudo falava. Inclusive, uma das mulheres, a Silvia, tinha medo de altura, e lá em cima ela sentiu pelo olhar da cadelinha Mara que não havia nada a temer. Tudo era mensagem.
Meditamos focadas no chakra umbilical, nos conectando com as nossas águas internas, sentindo nosso ciclo, nosso aqui-agora, e a mudança eterna que é o próprio movimento natural da vida. Viu-se até um rosto de uma abuela nas pedras. Como já disse em posts anteriores, a energia do feminino naquele lugar era gritante, absurda de forte, linda e acolhedora.




Voltamos renovadas. Tivemos o dia para descansar e decidimos conhecer uma cidadezinha próxima chamada Pisac, ótima para fazer compras de souvenires. Minha cara de quem queria levar tudo:


A cultura peruana é muito colorida, cheia de tecidos e artesanato. E se você perguntar "nada menos?" depois de saber o preço das coisas, é bem provável que eles diminuam e façam um descontozinho bom. Acabei comprando poucas coisas: uma bolsa e uma carteira de tecido, um ímã de geladeira, dois caderninhos, um lenço, um cachecol e um poncho de lhamazinhas hahaha
Voltamos para o hotel e à noite meditamos juntas e é sobre essa meditação principalmente que gostaria de relatar aqui, inclusive escrevi toda a experiência enquanto estava lá e vou repassar aqui pra vocês:

"E quantas vezes é necessário superar nossos medos? Não sei. Mas sei que seja lá quantas vezes for preciso, o amor estará disponível para nos curarmos. Quantas vezes temos receio de fazer algo por medo, e quando procuramos dentro de nós algo que nos tranquilize, vemos que a escolha é exclusivamente nossa. O livre-arbítrio é algo que ninguém pode interferir. Nós decidimos se vamos tentar ou nos acovardar. Minha intenção era de que o amor me curasse, mas, ao sentir essa intenção, o amor já começara a trabalhar. Comecei a vibrar muito e senti que iria incorporar. Me mantive em minha intenção e mentalizei a minha entrega. Eu deixei acontecer o que tinha que acontecer. Meu corpo estava em negação, queria ter controle de si mesmo, mas eu me libertei, e ele tinha que aceitar isso uma hora ou outra. Talvez seja porque o corpo está ligado ao ego e o ego não quer perder o controle. Usei de minha inquietude corporal como movimento... Dancei enquanto a energia me guiava e direcionava. Me vinha que enquanto eu dançava, me curava, e quando eu me curava, poderia liberar a cura. Jogava minha energia para o ambiente com essa cura de amor que trabalhava em mim. Às vezes, a área do meu útero formigava e pulsava. Sabia então que algo do sagrado feminino estava sendo curado, claro. Só deixei. Depois disso não lembro de muita coisa. Lembro à partir de um momento em que me vi ajoelhada no chão, cantando notas (não formavam palavras). Era minha mentora. Ela se fez presente. Lembro de me prostar como perante um altar e me vinha um sentimento muito forte de "me faz ser melhor para Ti". Comecei a chorar muito. Um choro de humildade que tomou conta do meu ser. Não queria ser melhor para mim ou para alguém. Queria ser melhor para ser um instrumento melhor nas mãos de Deus, pois sem Elx eu não seria nada. Devo tudo o que eu sou ao Eu Sou o que Eu Sou. Que eu pudesse ser melhor para servir ao propósito que me foi destinado. Me rendi. Me rendi à minha pequenez. E quanto mais me rendia, mais minha mentora se manifestava. Então me veio o seguinte mantra: DIRETO DA FONTE VEM O PODER. Ele se repetia incontáveis vezes. Deitei. Deixei que o mantra me trabalhasse. Entendi que era com a Fonte que eu devia me conectar naquele momento. Esse era meu processo naquele dia. Não sei quanto tempo fiquei ali deitada com esse mantra ecoando em minha mente. Meu corpo vibrando e eu só enxergava luz. Mesmo passando por tudo isso, não deixei de me sentir conectada também a todas que estavam ali. Alguém veio até mim e passou água florida em pontos específicos como meu 3° olho. Depois, mais alguém veio e pude dividir um pouco de toda energia que estava sentindo à ela, que me ajudou a aterrar. Voltei ao meu lugar e pensava que não conseguiria falar nada. Minha boca parecia selada. Mas logo fizemos uma roda para cantarmos à Pachamama. Para ela eu teria que me esforçar para soltar a voz... Cantamos e nos abraçamos, todas. Em algum momento do abraço, de repente, eu estava no centro. A Ju, uma das meninas, me disse que era porque "você é nossa anjinha". Ao final, ela veio me contar sobre isso, que me sentiu anjo da aura rosa. Sorri. Rosa é a cor do amor que estava ali trabalhando em mim e comigo à favor da cura." 11/10/2017

Essa foi a segunda vez que me "viram" anjo, a primeira eu contei aqui. Foi uma meditação incrível... Só de lembrar me arrepia. A cura.. a cura estava tão presente. 
Nesse mesmo dia, eu enfrentei meu maior medo: aranhas. Uma aranha estava despretensiosamente subindo as escadas e a Iza, uma das meninas, também tinha aracnofobia, mas num nível maior. As outras meninas já haviam descido e restaram nós duas. Pela primeira vez eu estava com alguém que tinha mais medo do que eu do meu maior medo, fui forte por segundos e tirei a gente de lá. Até nisso Pachamama estava me curando, me fazendo encarar meus medos e me fazendo descobrir minha força, que vem de dentro. 
E ao dormir, entre conversas com meu amor e colega de quarto, Gabi, comecei a repensar toda minha relação com a minha mãe e minha avó materna, pois no dia seguinte (12/10) faziam 16 anos que eu havia presenciado a morte dessa avó. Isso foi um divisor de águas. À partir desse fato, eu e minha mãe tivemos que nos virar. E ao invés de toda culpa que eu colocava em minha mãe pelo tanto de tempo sozinha que eu passei, num insight, eu comecei a sentir muita gratidão. A gratidão foi tomando lugar da culpa. Gratidão por ter crescido independente e poder experimentar da minha própria companhia desde muito cedo, de certa forma, isso também estreitou minha relação de intimidade com o divino. Fui compreendendo que não podia olhar pro passado querendo que as coisas tivessem sido diferentes e que as pessoas tivessem sido diferentes comigo. As coisas aconteceram como deveriam acontecer, mesmo que na hora eu não estivesse entendendo nada. E eu não posso esperar que ninguém mude só pelo meu desejo. Cada um tem que mudar a si mesmo, se isso lhe convém. Eu deveria aceitar as pessoas como elas são, e essa informação também pôde curar minha relação com minha mãe. Ela é a mãe que ela sabe ser, ela é a pessoa que ela é, e se ela não mudar, tá tudo bem. Eu mudei. Mudei o jeito de ver as coisas. Mudei porque trouxe consciência pra minha vida.
No dia anterior, tínhamos feito o ritual para Pachamama e um dos meus pedidos foi a cura da minha ancestralidade... aí estava o primeiro ponto da cura, curando meu feminino através da minha ancestralidade feminina, avó materna e mãe.
Pois é, eu precisei passar por todo esse resgate do feminino sagrado para assumir de vez a minha força e trazer pra Terra a realização do meu propósito. E então, estava preparada para ir até Machu Picchu abrir o vórtice! Mas isso fica para o próximo post <3

Até mais, 
Evy


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