Minha viagem ao Peru

by - 19:19


Oi gente, finalmente vai sair a série de posts da incrível viagem que fiz ao Peru num retiro espiritual de Yoga maravilhoso que me proporcionou momentos de profunda conexão e amor. 
Visitar o Peru esteve nos meus planos há anos, mas veio no momento certo e para um propósito muito maior do que um dia eu pudesse imaginar. 
A ideia veio da Gabi, a amiga que já mencionei nesse post: O dia que me viram anjo. Ela sentiu um chamado muito forte de ir ao Peru e estava querendo até passar o revéillon lá. Porém, foi em agosto, no dia de Pachamama, a Deusa Natureza, a Grande Mãe, a entidade andina feminina, que Gabi viu no stories da @maheferreira sobre a viagem ao Peru que ela faria e o retiro que aconteceria. Gabi teve a certeza de que iria e me chamou para acompanhá-la. Eu nem sabia direito como seria, mas eu queria. Não tinha dinheiro, então decidi conversar com o meu pai a respeito, que num primeiro momento não concordou. Eu aceitei, afinal sem ajuda financeira não tinha como ir. No dia seguinte, ele veio conversar comigo e a melhor surpresa aconteceu: meu pai decidiu que esse seria seu presente de formatura para mim. Eu explodi de alegria. Avisei a Gabi e no mesmo dia meu pai já tinha preparado tudo pra gente... hostel, passagem, e toda as questões burocráticas. Foi assim, tão rápido, que tudo aconteceu e em Outubro nós embarcamos pra lá.
Na última meditação que fiz antes dessa viagem fui tomada por uma visão: me vi lá, em Machu Picchu, meditando. Logo veio uma voz que dizia: "Você está indo para lá abrir o vórtice de energia." E então eu me vi no Egito e no Stonehenge fazendo a mesma coisa. "Com a ajuda da espada de Miguel, você abrirá os vórtices". Eu sinceramente não tinha entendido muito bem. Apenas senti que era esse o propósito da viagem. Fiquei até receosa de contar pra alguém e acharem muito louco. Acabei contando para o Sam, meu namorado, e a Gabi. Eles também não souberam me dar alguma explicação.
Eu e Gabi ficamos os dois primeiros dias em Cusco. Logo que chegamos no aeroporto já sentimos a pressão da altitude e experimentamos o chá de coca que o hostel oferecia. Em nossa primeira noite lá, fomos a um restaurante vegetariano chamado Green Point. Pedimos ceviche vegano e lasanha <3
No dia seguinte andamos pela cidade, no centro histórico, conhecemos os centros de artesanato e o museu Inca. O clima estava bem agradável, chegamos até a ficar queimadas de sol, mas de noite era bem frio.









Enfim, esses dois primeiros dias foram bem rolês de turistas mesmo. 
No terceiro dia, acordamos bem cedo e fomos encontrar as outras pessoas que iriam fazer o retiro. Nós éramos em 8 mulheres. Entramos na van e fomos para um hotel próximo à cidade de Urubamba. Logo na van, quando estávamos nos conhecendo, a @giovannadcury começou a contar despretenciosamente a história de um livro no qual comprou na viagem chamado "The return of the children of the light". Nele fala de um mito, pois não sabem se é real ou não, que conta que em Machu Picchu existiram as Virgens do Sol, as sacerdotisas que moravam e cuidavam daquele lugar sagrado. A maioria das ossadas encontradas em Machu Picchu eram femininas (isso é um fato verídico). No livro diz que uma sacerdotisa recebeu a visão de que o império inca seria dizimado e que a Terra entraria num período mais sombrio, onde o nível de consciência seria rebaixado e foi incumbido à ela que fechasse o vórtice energético que existia lá. Ela aceitou, pois em sua visão também foi mostrado que num momento posterior, a consciência voltaria a se elevar e os filhos da Luz retornariam para abrir os vórtices energéticos.
Vocês conseguem imaginar como eu fiquei quando ouvi isso?
Na mesma hora eu comecei a chorar, a Gabi do meu lado segurou minha mão e me deu aquele olhar de "mas é claro...". As pessoas mal me conheciam e eu ali chorando de emoção, achei que todo mundo ia me achar louca. Expliquei sobre a meditação e a visão que tive antes da viagem e de como aquilo foi esclarecedor e uma confirmação enorme do meu propósito ali. Além disso, achei o nome do livro bem parecido com a minha tatuagem de "child of the universe".
Chegamos ao lugar do nosso retiro chamado Yoga Mandala - Sacred Valley, um lugar maravilhoso cercado pelas montanhas andinas. Tudo foi preparado pela linda Vanise do @yogaperu. Cada quarto era de um chakra e nós, eu e Gabi, ficamos com o chakra raíz. Engraçado que quando fiquei sabendo que os quartos seriam dos chakras, o único que eu não quis era esse, mostrando justamente minha resistência e que era exatamente o chakra básico o que eu mais precisava trabalhar. É ele quem nos conecta com a Terra, o que traz realização, ação para aquilo que viemos fazer aqui nos aterrando e centrando. Está ligado ao mundo material, corpo físico e também, como é ligado à Mãe Terra, também tem a ver com o nosso feminino sagrado. O Todo sabe o que faz... Não bastasse o quarto, o primeiro dia foi dedicado à esse chakra.






Nos preparamos e fomos para a primeira prática de yoga. Antes, nos apresentamos e tiramos o tarô zen do Osho. Em minha apresentação, contei brevemente do que faço, da psicologia, da teoria que estou criando numa tentativa de integração entre espiritualidade e ciência e da minha experiência com Miguel. Eis que a minha carta foi: A Ruptura.

"Converter a derrocada em uma ruptura, eis toda a função de um mestre. O psicoterapeuta simplesmente põe remendos. Essa é a sua função. Ele não está ali para transformá-lo. Você precisa de uma metapsicologia -- a psicologia dos budas. 

Sofrer uma derrocada conscientemente é a maior aventura da vida. É o maior risco, porque não há nenhuma garantia de que a derrocada se transformará em uma ruptura. Ela se transforma, mas essas coisas não podem ser garantidas. O caos em que você se encontra é muito antigo -- por muitas, muitas vidas você tem estado no caos. Trata-se de um caos espesso e denso. É quase um universo em si mesmo. Portanto, quando você o desafia com sua capacidade limitada, é claro que há perigo. Sem desafiar, porém, esse perigo, ninguém jamais se tornou integrado, ninguém jamais se tornou um indivíduo, indivisível.

O Zen, ou a meditação, é o método que irá ajudá-lo a passar através do caos, pela noite escura da alma, com equilíbrio, disciplinado, alerta.

O alvorecer não está muito longe, mas antes que lhe seja possível alcançar o nascer do dia, a noite escura precisará ser atravessada. À medida que a alvorada for se aproximando, a noite se tornará ainda mais escura.
Comentário: A predominância do vermelho nesta carta indica, logo à primeira vista, que o seu tema é a energia, o poder e a força. A aura brilhante emana do plexo solar ou centro de poder da figura, e a sua postura é de exuberância e determinação. 

Todos nós atingimos ocasionalmente um ponto em que "bastante é o bastante". Nesses momentos parece que precisamos fazer alguma coisa, qualquer coisa, ainda que mais tarde essa coisa se revele um engano. Precisamos deixar de lado as cargas e restrições que nos estão limitando. Se não fazemos isso, elas ameaçam sufocar e neutralizar nossa própria energia vital.

Se neste momento você está sentindo que "bastante é o bastante", aceite o risco de romper com os velhos padrões e limitações que têm impedido a sua energia de fluir. Ao fazê-lo, você ficará surpreso com a vitalidade e com a energia que essa Ruptura trará à sua vida."

Osho Walking in Zen, Sitting in Zen Chapter 1

Mais uma vez o vermelho se destacava, igual ao quarto do chakra raíz que foi destinado à mim. Essa energia de força era algo que eu precisava assumir e estava determinada a descobrir meu pleno potencial. 
Realmente vivi e cresci no caos, e foi conhecendo as trevas que compreendi a luz. Essa carta também fala justamente da psicologia, ou melhor, da metapsicologia que é algo que venho tentando criar e incorporar no meu trabalho juntamente com a meditação. Essa carta caiu como uma luva. Entendi que todas as dificuldades e as limitações me ajudaram no caminho da individuação e no desejo de me tornar UNO com o Universo.
Depois disso, começamos à prática guiada pela incrível Mahê Ferreira, professora de Ashtanga Yoga, aquarianinha e mineirinha como eu. Me identifiquei muito com ela, introvertida, profunda, simples, autêntica. Foi aqui que fazíamos as aulas:





Quando acabou a prática, nós demos as mãos e formamos um círculo. Algo de extraordinário aconteceu. Mas você só vai ficar sabendo no próximo post porque esse já tá grande demais hahaha

Até daqui a pouco na continuação dessa história,

Evy

You May Also Like

0 comentários